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Violência escolar

27/03/2009

Por Professor Marcelo Batista de Sousa *

A televisão brasileira às vezes ultrapassa seus limites, em matéria de mau gosto, violência ou exploração sexual. Há uma enorme disparidade entre o que se faz com os meios de comunicação e o que se poderia fazer com eles. Hoje o cidadão moderno tem a maior possibilidade de comunicação que jamais alguma civilização teve. Pode comunicar-se com milhões de pessoas em lugares remotos, com rapidez assombrosa. Mas nem sempre emprega esta facilidade de forma construtiva.

Em meio a tanta mesmice, eis que surge um fato auspicioso: a novela “Caminho das Índias”, retransmitida às 21h pela RBS TV diariamente, vem comovendo as famílias ao debater a premente questão educacional.

Ao exaltar a forma com que o assunto vem sendo abordado, vale dizer que é absolutamente legítima a cobrança que fazem os veículos de comunicação sobre o setor público e a rede privada quanto às deficiências do ensino. No entanto, os veículos, regra geral, parecem esquecer o próprio potencial de eficácia para corroborar no esforço educacional, potencial muitas vezes dirigido para o boicote devastador ao penoso trabalho do educador. É cômodo, porém falacioso e absolutamente irresponsável, atribuir às escolas o poder de polícia.

“Caminho das Índias” está resgatando de forma exemplar a simetria moral da instituição escolar do país. Não é exagero dizer que a novela enaltece o sistema de valores em que se estabelece essa simetria moral. Como exemplo, basta que se observe o trabalho de jovens atores, recém-saídos da puberdade, confundindo ficção e realidade, protagonizando cenas de violência que só a ausência de parâmetros morais confiáveis e coerentes pode explicar.

Definitivamente, não é demais destacar a forma competente e real com que a dramaturgia de Glória Perez avalia a escola brasileira e analisa o comportamento dos pais – e o faz com autêntico interesse didático e científico. A escola particular de Santa Catarina só tem a lhe agradecer!

* Professor e presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Estado de Santa Catarina (Sinepe-SC)

Publicado no Diário Catarinense em 27 mar. 2009, n. 8388

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