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Educação e Desenvolvimento

11/03/2019

MARCELO BATISTA DE SOUSA
Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de SC (SINEPE/SC)


Com justificável assombro, boa parte – para não dizer a maioria – dos 4,1 milhões de estudantes que se submetem ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), defrontaram-se no último domingo com a seguinte frase na prova de Linguagens e Códigos: “Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”.

Essa combinação nada usual de palavras é própria do “dialeto secreto pajubá”, praticado pela comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros).

Cá comigo, pensei com meus botões: é esse tipo de conhecimento que as autoridades educacionais do Brasil precisam avaliar dos nossos estudantes?

Ora, esse linguajar, absolutamente inadequado, só serve para explicar o alto grau de doutrinação e alienação a que estão sendo submetidos nossos jovens estudantes.

O fato não é fortuito. Afinal, em uma sociedade marcada nos últimos anos por um governo nacional que usou e abusou de artimanhas ideológicas, o pouco caso com a política educacional corresponde ao seu desinteresse histórico de oferecer à população as amplas possibilidades abertas pela aprendizagem e o conhecimento. Eis aqui um caso típico, ou mais ou menos isso, em que vale lembrar a filósofa alemã Hannah Arendt quando se refere “a banalidade do mal”...

Proponha-se o leitor a um exercício desprovido de qualquer preconceito: folhear as cartilhas distribuídas às escolas públicas onde, supostamente, o governo informa nossas crianças e jovens sobre educação sexual recorrendo a conteúdo explícito. Um espanto. Uma tragédia. Um escândalo. Pasme o leitor, esse tipo de publicação foi usado como material didático em sala de aula, o que deixou os pais indignados, com absoluta compreensão.

Acontecimentos como esse da cartilha, e a prova do Enem, ferem a rotina como uma lâmina fria e fazem a vida escapar do controle, como se a educação balançasse e tudo saísse do lugar. A boa notícia é que o novo governo nacional acena com o resgate das boas práticas capazes de superar o descaso e as estratégias ideológicas educacionais do passado recente. Aliás, não há outro meio de o Brasil entrar para valer na modernidade.

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