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UNESC: quando a música ajuda a aliviar dores

27/10/2017

Coral de pacientes do CER iniciou atividades no segundo semestre (Fotos: Marcelo Camilo)
 
“Assegurar a acessibilidade e preservar a coragem/Ensina a perder o medo, alcança a voz, acorda de prontidão”. A frase é da música “Transição”, cantada pela banda O Teatro Mágico e traduz os sentimentos daqueles que buscam um auxílio no processo de recuperação da saúde através da música no CER (Centro Especializado em Reabilitação) da Unesc.
 
Antônio Carlos Vieira, 56 anos, teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) há cinco meses e hoje encontra no Coral do CER uma família. “O melhor lugar que tem é aqui, nada me incomoda”, comenta. Sua esposa Mara Vieira faz questão de estar presente, afinal o estímulo ao paciente é importante. “Às vezes ele fica meio triste e não quer vir nos ensaios, mas estou sempre com ele para incentivar”, conta.
 
Assim como Vieira, outros 15 pacientes encontram no Coral do CER motivação para superar os problemas. Com uma equipe especializada nas áreas de Pedagogia e Fonoaudiologia, os pacientes encontram entrosamento e incentivo ao cantar. “É importante a prática destes exercícios vocais no coral. Através da música e de forma lúdica trabalhamos e estimulamos a linguagem de pacientes afásicos (que possuem um distúrbio de linguagem que afeta a capacidade de comunicação) além de articulação e funções cognitivas, como atenção, concentração e memória”, afirma a fonoaudióloga do CER, Leyce da Rosa dos Reis.
 
O grupo iniciou as atividades há pouco mais de um mês, mas já está agendando algumas apresentações para o Natal e fim de ano. “Estamos ensaiando para isso! Para melhorar a capacidade dos pacientes e para levar o projeto até as pessoas. Em breve estaremos com um número maior de integrantes”, afirma o professor da Unesc e músico, João Monteiro.
 
O Coral do CER realiza os ensaios uma vez por semana no período da manhã e tarde e qualquer paciente pode fazer parte. “Nossa intenção é proporcionar o máximo de autonomia aos nossos pacientes e interação entre eles, concedendo assim também a troca de experiências de suas vivências”, explica a coordenadora do CER, Lisiane Tuon.

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