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SC é destaque brasileiro em trabalho e educação

17/09/2012

 

 
PERFIL DO CATARINENSE
 
Bem educado e empregado
 
Por CAROLINE PASSOS, do Diário Catarinense (22/9/12)
 
Pesquisa do IBGE mostra que Santa Catarina tem o maior índice de crianças e adolescentes na escola e também é o primeiro no ranking de jovens no mercado de trabalho
Ocatarinense é o povo que mais estuda, trabalha e consegue adquirir bens de maior valor, como eletrodomésticos e carros. É o que demonstram os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
 
Na área de educação, o índice é de se orgulhar: 99,2% das crianças entre seis e 14 anos estão na escola (leia mais sobre educação na página ao lado).
 
SC tem o maior índice de pessoas ocupadas entre 20 e 39 anos de idade, bem acima de 80%. A exigência pela qualificação no mercado de trabalho também aparece no levantamento. Segundo o IBGE, moradores com 11 anos de estudo ou mais têm maior número de oportunidades no Estado. O percentual, de 82,6%, é o maior do país.
 
Do outro lado, pessoas a partir de 15 anos, com até três de estudo, apresentam mais dificuldade em conseguir um posto de trabalho. O indicador mostra que 41,3% deste grupo está desocupado em SC. É a maior porcentagem do Brasil.
 
Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Daniel Passos, o levantamento reflete uma mudança na economia do Estado. Com a concorrência crescente, a indústria começou a abrir espaço para a indústria dinâmica – relacionada à informática e tecnologia –, que exige mais mão de obra especializada. Para o economista, outro fator é o maior acesso à educação, especialmente no nível técnico.
 
– O mercado de trabalho mais especializado começou a crescer a partir de 2004. Foi uma mudança que aconteceu não só em Santa Catarina, mas em todo o país. Como o Estado tem mais tradição na indústria, se desenvolveu mais – avalia o economista.
 
Estado tem a terceira maior renda do país
 
Outro indicador diz respeito ao número de pessoas a partir de 60 anos que estão fora do mercado de trabalho. SC tem a segunda menor taxa de moradores nesta faixa etária em atividade (21,6%). Na avaliação do economista do Dieese, o índice pode mostrar que o nível médio de renda (cujo rendimento mensal aparece como o terceiro maior do país R$ 1.578), e o número menor de familiares (2,9 pessoas por domicílio), permitem que o trabalhador tenha mais segurança para se aposentar.
 
A pesquisa aponta ainda o poder de consumo. Os moradores de SC atingiram o maior percentual de domicílios com carro (68,5%). Os catarinenses também aparecem com o maior percentual de televisores (98,4%). O Estado está na frente quanto ao número de geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Quase todos os moradores têm os três eletrodomésticos em casa (99,4%; 99,6% e 80,5% respectivamente).
 
Para o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) de SC, Maurício Mulinari, a compra de bens duráveis é um dos reflexos da renda estável. A compra destes itens mostra ainda que o catarinense se planeja e aproveita a expansão do crédito para consumir.
 
Educação falha acima dos 15 anos de idade
 
Santa Catarina é o Estado onde mais crianças entre seis e 14 anos frequentam a escola. São 831 mil estudantes nessa faixa etária, o que representa uma taxa de 99,2%. Entre sete e 14 anos, o índice sobe para 99,5% ou 748 mil alunos.
 
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional de por Amostra de Domicílios 2009/2011.
 
Depois de Santa Catarina, estão Espírito Santo, com 98,9% de crianças entre seis e 14 anos na escola; seguido por Mato Grosso, com 98,5%. A média brasileira é de 98,2%, maior do que em 2009, quando era de 97,6%. Isso significa que em todo país ainda são 527 mil crianças sem estudar.
 
Apesar do bom índice nesta faixa etária, quando se fala em adolescentes entre 15 e 17 anos, o Estado está entre os seis com menos matrículas. São 81% de jovens na rede escolar – 273 mil alunos. O índice é abaixo da média nacional, de 83,7%, menor do que o registrado em 2009, de 85,2%.
 
Adolescentes largam sala de aula para arranjar emprego
 
O coordenador do curso de pedagogia da Unisul, Jorge Cardoso credita alguns fatores ao baixo desempenho em matrículas entre os 15 e 17 anos. Um deles é a boa oferta de emprego em SC. O jovem consegue trabalho mais fácil, tendo apenas o ensino fundamental, mas por um lado a remuneração é mais baixa.
 
Outro fator é que o ensino fundamental é uma obrigatoriedade. O jovem conclui esta etapa e quando chega ao ensino médio, não permanece, prefere sair da escola e encarar o mercado de trabalho.
 
Além disso, os especialistas apontam a falta de investimentos no ensino médio. O fundamental também é oferecido pelos municípios, que têm as escolas mais bem equipadas e bem cuidadas. O ensino médio é responsabilidade do Estado.
 
As escolas não oferecem condições adequadas que façam o jovem querer permanecer na escola, segundo os especialistas

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