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Exposição Ecossistema Marinho mostra os impactos da poluição na biodiversidade dos oceanos na Unesc

07/06/2018

Atividades faz parte da semana do Meio Ambiente (Fotos: Vitor Netto)

Você já deve ter visto diversos vídeos de animais marinhos sendo afetados pela poluição dos nossos oceanos. Mas você já parou para pensar que esses impactos gerados nos animais podem estar mais perto do que imaginamos? Esse é o objetivo da exposição “Ecossistema Marinho”, que está montada no Bloco Administrativo da Unesc. Aberta nesta terça-feira (5/6), a mostra ficará exposta durante toda a semana.

A ação é organizada pelo Museu de Zoologia Prof.ª Morgana Cirimbelli Gaidzinski. O evento faz parte da Semana do Meio Ambiente, que é comemorada nesta semana, e também faz alusão ao mês dos oceanos, celebrado em junho.

De acordo com a coordenadora do Museu de Zoologia, Morgana Cirimbelli Gaidzinski, o principal intuito da exposição é de sensibilizar o público sobre os impactos gerados pela poluição na fauna marinha. “Nosso objetivo é trazer o visitante e apresentar os principais impactos responsáveis pela perda da biodiversidade marinha e também mostrar a importância prioritária do conhecimento e a conservação do meio aquático”, pontua.

Problemas locais

Segundo a coordenadora, os impactos representados na exposição são locais e encontrados na região. “Algumas das representações dos impactos são de animais que chegam aqui no museu afetados com esses problemas, ou seja, é constatado que o problema está próximo de nós”, afirma.

Dentre os impactos apresentados na exposição, estão os resíduos sólidos (lixos), o derramamento de óleos e a pesca incidental. “Algumas aves ingerem esses pedaços de lixo plástico e isso prejudica os órgãos internos, bem como as vias respiratória deles. Já as tartarugas confundem as sacolas plásticas com as águas vivas, que faz parte da cadeia alimentar delas e acabam ingerindo o material”, comenta.

Outro fator gerado pela poluição de lixo é a contaminação da areia e da água da praia, que intensifica a propagação de doenças. “O problema é de extrema gravidade, pois atrai vetores de proliferação e transmissão de doenças. Aqui no Museu, pudemos constatar infestação por verminose em tartarugas e golfinhos, o que revela o grau de insalubridade desses ambientes”, enfatiza.

O derramamento de óleo atinge fortemente as aves aquáticas, que impede o voo. “As aves também ingerem o óleo ao tentar limpar suas penas, tornam-se extremamente tóxicos a elas”, comenta.

Já as redes de pesca incidental atingem os mamíferos, como os lobos, leões marinhos, baleias e os golfinhos, e também as tartarugas, que morrem por afogamentos ao tentar se desprender da rede.

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