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Estude e ganha mais. Trabalhador com diploma universitário recebe 167% mais do que aquele que concluiu o ensino médio

30/10/2012

Para quem estuda, a recompensa é inequívoca: dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostram que o trabalhador com diploma universitário chega a receber 167% mais do que aquele que concluiu o ensino médio. Mas a diferença já foi de 192%. O prêmio é ainda maior à medida que avança a formação mais qualificada. Um grau de mestrado ou doutorado garante salário 426% acima de quem só tem o ensino médio.

Melhorar o desempenho desde os primeiros anos da educação básica é tarefa árdua. E garantir uma boa escola para os jovens também. Segundo o IBGE, há 5,3 milhões de jovens de 18 a 25 anos longe dos bancos escolares e que também não trabalham nem buscam uma colocação no mercado. Desalento? Gravidez precoce? Tentações do mundo do crime? As justificativas podem ser muitas. As urgências, idem.

Num país que precisa formar 150 mil engenheiros e aumentar o número de médicos, é preciso fazer as crianças aprenderem e gostarem da matemática, das ciências, além de dominar uma boa linguagem. (O Globo, do caderno Desafios Brasileiros)

 

País tem 5,3 milhões de pessoas entre 18 e 25 anos que nem sequer procuram emprego.

Entre motivos, gravidez precoce e até envolvimento com o crime. Escola deve ser mais atraente, dizem analistas

FABIANA RIBEIRO

CÁSSIA ALMEIDA

HENRIQUE GOMES BATISTA - O GLOBO

( O Globo, do caderno Desafios Brasileiros) - O Brasil já aprendeu que lugar de criança é na escola. Tanto que praticamente todos os pequenos de 6 a 14 anos estudam (98,2%). O país, contudo, não teve o mesmo sucesso com jovens e adolescentes. Estudo do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj mostra que quase um em cada cinco jovens (19,5% dos 27,3 milhões que têm entre 18 e 25 anos) não estuda, não trabalha, nem procura emprego. São os chamados “nem nem”, representados por um contingente de 5,3 milhões de pessoas.

É um cenário longe de ter um desfecho feliz. Em dois anos, a parcela dos jovens entre 15 e 17 anos que estudam caiu de 85,2% em 2009 para 83,7% em 2011, conforme mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Ou seja, há outro 1,7 milhão de adolescentes dessa faixa etária longe dos bancos escolares, um contingente que pode ajudar a engrossar a geração dos “nem nem”.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a grande maioria desses jovens de 15 a 17 anos mora com os pais. O que surpreende é que, entre os que têm de 25 a 29 anos e não estudam nem trabalham, há quase 20% de chefes de família.

Não são poucos os motivos: da evasão escolar ao desalento, passando por gravidez precoce e envolvimento com o crime. Fazê-los não abandonar os estudos é, sem dúvida, o maior desafio da educação brasileira. A taxa de desemprego de adolescentes de 10 a 17 anos caiu de 20,1% para 19,4%, em dois anos.

— A evasão escolar mostra que a escola não está interessante o suficiente. É entre os mais pobres que encontramos as maiores proporções de excluídos, tanto dos estudos quanto do trabalho — disse Adalberto Cardoso, pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, acrescentando que mudar esse quadro exige políticas públicas que busquem, por exemplo, incentivar as famílias carentes para a manutenção dos jovens na escola e criar espaços acessíveis e gratuitos de aprendizagem profissional.

Pelos dados do Iesp, com base no Censo 2010, o número de moças que não estudam e não trabalham é quase o dobro do de rapazes: respectivamente, 3,5 milhões e 1,8 milhão. A maternidade é a grande explicação para essa distância. Para se ter ideia, 50% das jovens da geração “nem nem” têm filhos. Mas a família não é a única explicação. Há, segundo Cardoso, um forte desalento em consequência da qualificação ruim.

— A qualificação ruim dos jovens não lhes permite ingressar no mercado de trabalho, mesmo em plena atividade. Os pobres são, sem dúvida, os mais afetados — disse Cardoso, acrescentando que, na parcela mais pobre da população brasileira, com renda per capita de até R$ 77,75, quase metade dos jovens estava fora da escola e do mercado de trabalho.

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