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:: Sociesc atrai grandes grupos, destaca A Notícia.


A Notícia (7/2/10) LIVRE MERCADO |por Claudio Loetz AVANÇO DA SOCIESC ATIÇA GRANDES GRUPOS A Sociesc, com matriz em Joinville, é uma das mais respeitadas instituições de ensino do Sul do Brasil. Projeta faturar R$ 113,1 milhões neste ano, 15% a mais do que em 2009. Investimentos, que incluem compras de concorrentes, somaram R$ 66,8 milhões desde 2005. Para o biênio 2010-2011, estão previstos R$ 28 milhões a serem aplicados na unidade do bairro Boa Vista. Três grupos educacionais de porte nacional já tentaram comprar a Sociesc. A aposta, agora, segundo o diretor-geral Sandro Murilo Santos, é fortalecer as unidades fora de Joinville. • HISTÓRIA Criada em 1959, a Escola Técnica Tupy serviu à companhia metalúrgica para formar profissionais qualificados. Esta fase inicial foi até o início dos anos 80. A fase dois foi de aprendizado, com a crise vivida na década de 1980, a morte de Dieter Schmidt e a mudança da Constituição Federal, que proibiu novos repasses federais para a escola. Em 1985, quando o empresário José Henrique Carneiro de Loyola assumiu o comando, buscou-se a autossuficiência financeira. Nesta época de dificuldades, pensou-se em transformá-la em escola federal, repassá-la para o Senai ou, ainda, para a administração do governo do Estado. Hoje, a Sociesc tem sete unidades, com 171 cursos regulares distribuídos por seis divisões e 130 cursos de extensão. • RECEITA Na previsão para 2010, o ensino superior responde por 32,4% da receita da instituição. Cursos de pós-graduação e de extensão representam 21,6% do total. Outra fonte importante de dinheiro é a que vem do ensino em educação básica e técnica, com 17,1%. O ensino a distância fica com 8,8%, pouco mais da metade do conseguido com receita de serviços de engenharia (16,4%). Os 3,7% restantes vêm de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. • INVESTIMENTOS De 2000 a 2009, a evolução dos investimentos foi de 14% ao ano na relação ao faturamento. Os investimentos – de 2005 a 2010 – totalizaram R$ 54,2 milhões (principalmente na unidade da avenida Marquês de Olinda, e na criação da Escola Internacional). Sem contar as incorporações, que custaram R$ 12,6 milhões. Na soma, isto dá R$ 66,8 milhões. • COMANDO Assumi o comando da Sociesc em 1999. Havia dificuldades financeiras. O capital de giro era de 10% do faturamento anual. Tinha a missão de resolver isto. Havia custo fixo elevado e poucos alunos. Em 2000, abrimos unidade em São Bento do Sul e, em 2001, em Curitiba. Formalizamos, em 1999, parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio) para cursos de pós-graduação. Em 2006, a Sociesc abriu unidade em Florianópolis, em parceria com a Esag. Em 2008, compramos o Ibes, de Blumenau, e a Faculdades Litoral Catarinense, de Balneário Camboriú. E, em 2009, abrimos a Escola Internacional. • ENGENHARIA Faltam milhares de engenheiros no Brasil. Um salto qualitativo de desenvolvimento só será possível se for investido muito em cursos de formação de engenheiros. No Brasil, há a metade de escolas de engenharia em comparação ao Chile e Argentina. Montar o curso de engenharia custa R$ 5 milhões. A Sociesc oferece ensino nesta árera. Somos a maior escola particular de engenharias de Santa Catarina. • FATURAMENTO A Sociesc projeta faturar R$ 113,3 milhões neste ano. A previsão significa aumento de 15% em relação aos R$ 98,7 milhões apurados no ano passado. Há dez anos, a instituição faturava R$ 17,1 milhões. De 1999 a 2009, multiplicou por seis o valor. • A DISTÂNCIA O ensino a distância é um caminho sem volta. A nova geração vai fazer escola a distância decolar. O desafio é garantir a qualidade. Convenci-me quando argumentaram que 70% do treinamento de pilotos de um Boeing é feito com simuladores de voo. • PROPORÇÕES Atualmente, 70% das receitas vêm das unidades de Joinville e 30% das outras. Para 2015, queremos inverter esta proporção. Temos ainda espaço para crescer 50% sem precisar fazer novos investimentos no triênio 2009-2011, nas estruturas já instaladas. O objetivo, agora, é consolidar as características e a qualidade do ensino em todos os cursos e cidades. • PROCURADA Sim. Já fomos procurados por três grupos nacionais interessados em comprar a Sociesc. Um deles tem parceria com grupo norte-americano. A pressão para vendermos a Sociesc começou em 1998 e seguiu, com o último contato, que aconteceu em meados do ano passado. Aviso: a Sociesc não está à venda. A qualidade do ensino, com suas peculiariedades regionais, só uma instituição enraizada nas comunidades pode dar. Nos grandes grupos, este componente fica comprometido. • EXPANSÃO Temos convites para instalar escolas técnicas em cinco cidades. Da Bahia, de Campinas, de São Carlos (SP), e de cidades do Rio Grande do Sul. Analisamos isto como potenciais negócios e oportunidades. Esta demanda demonstra o quanto a a Escola Técnica Tupy é referência no Brasil. • INTERNACIONAL O planejamento prevê abertura de cinco unidades da Escola Internacional em Santa Catarina. Serão criadas em Blumenau, Florianópolis, Balneário Camboriú, por exemplo, em cidades onde já temos cursos superiores. Estes são planos de médio prazo, de quatro anos em diante. • TECNOLOGIA A Sociesc conseguiu enquadramento da Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep) no programa Inova Brasil, a ser desenvolvido na unidade do bairro Boa Vista. A implantação se dará em 2010 e 2011. O investimento soma R$ 28 milhões. Só em equipamentos, serão aplicados R$ 12 milhões. • PARQUE Em março, começaremos estudo de modelo de gestão e vocação do parque tecnológico da região de Joinville. O local fica na área anexa ao futuro campus da UFSC, na zona Sul. O projeto de modelo está orçado em R$ 350 mil, com dinheiro aprovado pela Fapesc – órgão do governo do Estado. O objetivo é envolver todas as entidades de ensino tecnológico na empreitada – UFSC, Univille e outras. O tamanho é de 800 mil m2 e área de transição de 30 milhões de m2. O Sapiens Parque, de Florianópolis, é parceiro. Neste ano, devem se constituir os estatutos. E começar os projetos de construção em 2011.

 

 

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